Alpharetta investiga uso de Flock para rastrear ex parceiro

Dustin Bozzo, que atuava como agente de patrulha na região de Alpharetta, Geórgia, utilizou o sistema Flock cinquenta e seis vezes entre março e maio para localizar a placa de um ex parceiro romântico, que também era membro da polícia local.

Ele realizou mais vinte e nove buscas para rastrear o veículo de outro agente da mesma corporação, conforme os registros de auditoria do Flock obtidos por meio de pedido de acesso público.

O tenente Jason Hiott informou que Bozzo foi colocado em licença remunerada em vinte de julho e demitido em cinco de agosto após a investigação interna, enquanto o chefe da polícia Trent Lindgren afirmou que a unidade mantém padrão elevado e adotou ação imediata ao detectar o uso indevido.

Os documentos revelam que pelo menos quarenta e cinco casos de policiais usando o Flock para rastrear parceiros atuais ou antigos foram registrados em todo o país, segundo o relatório interno elaborado pelo sargento Jabbar Braithwaite.

Bozzo admitiu que manteve um caso com a colega que começou no final de 2025, período em que a comunicação entre eles ocorreu principalmente no aplicativo Snapchat, e que ambos afirmam que o encontro nunca ocorreu durante o horário de trabalho, embora relatos indicassem que se encontravam em parque escuro por volta das duas e meia da manhã enquanto Bozzo estava de plantão.

Segundo o relatório, Bozzo selecionou a categoria “Wanted Person” ou “Traffic Infraction” na maioria das consultas, alegando que o fez por um clique rápido, e que buscou a placa do veículo do tio da ex parceira após um acidente, realizando dezenove buscas entre cinco a catorze de abril.

A diretiva interna da polícia determinou que os agentes separassem suas funções e recebessem orientação sobre interações aceitáveis no ambiente de trabalho, e Bozzo alterou a foto de perfil e o nome na rede social após contato da reportagem, enquanto a Flock não respondeu ao pedido de comentário.

Com informações de: Wired Security