Bureau federal confirma invasão cibernética e classifica ocorrência como ‘incidente grave’ diante de ataque reivindicado por grupo criminoso
O Bureau de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos dos Estados Unidos (ATF) confirmou nesta semana que um ataque cibernético contra um de seus sistemas foi classificado internamente como “incidente grave”, uma designação formal prevista em lei que exige notificação imediata ao Congresso norte-americano.
Em comunicado oficial, a agência afirmou que está respondendo ao ataque direcionado a um sistema isolado, separado da rede principal do bureau. Um porta-voz do ATF declarou a jornalistas que o computador comprometido continha informações sensíveis, incluindo dados sobre “alvos de investigações conduzidas pelo ATF”.
O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade pelo ataque através de sua plataforma de vazamentos na dark web. No entanto, a gangue não apresentou provas concretas do acesso aos dados, como uma amostra do material supostamente roubado.
O Qilin é conhecido por operar um modelo de “ransomware como serviço”, no qual aluga suas ferramentas de invasão para outros afiliados criminosos em troca de uma porcentagem dos lucros obtidos com resgates e vazamentos de dados. Entre os alvos anteriores do grupo estão o conglomerado midiático Lee Enterprises e o laboratório de patologia britânico Synnovis.
Segundo a legislação federal norte-americana, “incidentes graves” englobam ataques cibernéticos significativos que potencialmente causam danos demonstráveis à segurança nacional ou aos interesses estratégicos dos Estados Unidos. As agências afetadas são obrigadas a comunicar formalmente o incidente ao Congresso em até uma semana após a descoberta.
Com essa declaração, o ATF se junta a uma lista crescente de agências federais que reportaram invasões nos últimos anos. Em 2023, o Serviço de Marshals dos EUA sofreu um ataque ransomware em um de seus sistemas. Já no início deste ano, uma invasão aos sistemas do FBI expôs números de telefone de alvos sob vigilância de agentes federais.
Com informações de: TechCrunch Security & AI