O botnet Kimwolf foi reestruturado para resistir a tentativas de apreensão por parte das autoridades. Pesquisadores informam que, meses após o sequestro de servidores e a prisão de um suposto responsável, o malware retornou às operações.

A principal inovação reside no disfarce do tráfego. O código agora faz os ataques parecerem conexões legítimas do navegador Chrome, contornando filtros de segurança que esperam padrões de atividade maliciosa.

Outro detalhe crítico é a origem dos comandos. Em vez de depender de servidores de comando e controle tradicionais, o botnet busca ordens diretamente na rede Ethereum, utilizando a blockchain como fonte de instruções.

Essa abordagem descentraliza a operação, eliminando um único ponto de falha. A rede blockchain fornece resiliência e dificulta o bloqueio completo pelo poder público ou empresas de cibersegurança.

A reportagem publicada pelo CyberScoop destaca que a combinação de disfarce de tráfego e uso de criptomoedas e blockchain representa uma evolução nas táticas utilizadas por redes de computadores comprometidos.

Especialistas em segurança alertam que as organizações devem atualizar suas defesas para identificar padrões que imitam tráfego de navegadores legítimos, pois essa técnica se tornou cada vez mais comum em ameaças modernas.

Com informações de: CyberScoop