Hackers exploram falha crítica do Ghostscript para execução remota
Uma vulnerabilidade de estouro de buffer no heap (CVE-2026-39919) no interpretador e motor de renderização do Ghostscript foi descoberta por pesquisadores da plataforma Wordfence da Defiant em 23 de agosto.
O exploit permite que atacantes enviem arquivos PDF maliciosamente elaborados para forçar o Ghostscript a escrever 1.024 bytes em um buffer de apenas 256 bytes, corrompendo a memória vizinha e resultando em execução remota de código não autenticado.
Os pesquisadores desenvolveram dois exploits de prova de conceito que demonstram a capacidade de corromper a memória e executar código em servidores WordPress.
Embora tenham realizado testes em um ambiente de laboratório com 10.240 tentativas contra pacotes Linux, a execução remota bem-sucedida dependeu de configurações específicas do ambiente alvo.
Na área de WordPress, a exploração requer que o sistema permita uploads à Biblioteca de Mídias, pois o WordPress padrão não possui essa permissão por padrão.
Artifex, mantenedor do Ghostscript, lançou o fix na versão 10.08.0 do interpretador, com correções também aplicadas a versões anteriores.
Administradores de WordPress devem verificar, através de seus provedores de hospedagem, que o Ghostscript tenha sido atualizado para a versão 10.08.0 ou superior.
Se a atualização não for possível, recomenda-se bloquear uploads de PDF ou desabilitar a renderização de PDF no ImageMagick.
Os pesquisadores testaram em vários ambientes Linux, incluindo Debian, Ubuntu, Fedora, Alpine e AlmaLinux, encontrando o código vulnerável em todos eles.
Wordfence informou que nenhuma exploração real em produção (in-the-wild) foi observada desde o relatório inicial.
Com informações de: BleepingComputer