RemoteThreat quer simular o que acontece quando defesas falham

RemoteThreat é uma plataforma integrada de operações cibernéticas ofensivas criada em 2025 por Chris Thompson e Shawn Jones, cofundador e CTO. A startup saiu do modo sigiloso com US$ 7 milhões em investimento inicial e quer ajudar empresas, órgãos públicos e equipes de segurança a antecipar ataques cada vez mais acelerados por inteligência artificial.

Thompson, CEO e cofundador, passou 20 anos em cibersegurança e atuou em testes de intrusão contra bancos, usinas nucleares e contratistas de defesa. Na visão dele, modelos de fronteira de IA avançam rápido e o teste de invasão tradicional, com poucos testadores seniores liderando 20 analistas juniores em avaliações de uma a três semanas, tende a perder força.

Pen testing is going to be a commodity market; it is going to be done at scale.

Segundo Thompson, grandes bancos chegaram a pagar US$ 400 mil em três meses por serviços de teste de invasão, mas executivos queriam acesso às ferramentas e métodos da equipe. A RemoteThreat pretende entregar esse tipo de acesso, permitindo que as próprias organizações criem cenários, usem IA quando quiserem e reduzam a dependência de terceiros.

A empresa aposta em desenvolvimento de ferramentas inéditas a cada simulação. A alegação é que atores de Estado real não repetem os mesmos exploits, nem confiam em payloads estáveis que possam ser bloqueados por assinatura. Nesse contexto, a plataforma busca reproduzir adversários adaptáveis e também contornar controles de segurança, incluindo fornecedores de primeira linha de detecção e resposta de endpoint.

Thompson alerta que equipes não devem depender apenas de EDR para impedir acesso a plataforma de câmbio de banco, roubo de dados de saúde ou intrusão em rede de controle de usina nuclear. A proposta é testar o que acontece após a entrada do atacante, validar controles compensatórios e desenhar defesas que forcem o intruso a gerar sinal suficiente para ser detectado.

  • Simular contorno de EDR e avanço para objetivos críticos.
  • Permitir uso de IA própria ou operação manual em red team.
  • Acelerar testes em escala maior e com nível de sofisticação crescente.
  • Avaliar se a organização se torna alvo mais atraente ou menos atraente para atacantes.

A startup não mira em automação total de todos os processos. O foco é velocidade, escala e preparo para um ambiente em que até grupos criminosos menores possam usar modelos avançados de IA para acelerar ataques. O objetivo final é reduzir superfície de ataque, melhorar detecção de acesso inicial e tornar a vítima menos apetitosa do que concorrentes e vizinhos.

Com informações de: Dark Reading